Paulo Duarte

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Blogueiros contra a Pedofilia

Hoje se materializou nos blogs uma campanha de produção de textos acerca da pedofilia. Uma blogagem coletiva contra a pedofilia, organizada por Luz de Luma.

 

Entre diversos acertos e considerações lúcidas, as opiniões gerais continuam ruidosas e pouco mais que superficiais sobre o tema. Não é surpresa, no que toca ao sexo, parece que as informações nunca são suficientes para iluminar séculos de obscurantismo. Em primeiro lugar deve se lembrar que pedofilia não é crime, é doença, uma parafilia. O perfil de um pedófilo não é muito distinto de um sociopata, ou serial killer. No entanto existem crimes, que envolvem crianças e sexo, entre eles estão a sedução, a pornografia infantil e a violência sexual em diversos níveis. Pode haver um pedófilo que não tenha cometido nenhum destes crimes, bem como estes crimes podem ser, e muitas vezes infelizmente o são, cometidos por pessoas que não se encaixam no perfil de uma parafilia.

Pedófilos, tais como assassinos seriais, não são figuras que atraiam a simpatia geral mesmo que aceite-se que suas compulsões são patológicas (e atualmente quase sempre incuráveis). É fácil então não apenas odiá-los como responsabilizá-los por mais males que são capazes de cometer. Os crimes de violência e exploração sexual de crianças e pré-adolescentes ultrapassa os domínios desse pequeno número de pessoas: uma perigosa ameaça mantém-se protegida na própria familia. É lá que a violência muitas vezes acontece, repete-se e é silenciada.

A relação da instituição familiar com a sexualidade sempre parece complicada, já que esta funda-se em sexo, vetos e tabus. Por um lado vemos perseguições à professores e professoras que mantiveram romances com alunos e alunos adolescentes quase adultos (nas quatro combinações de gênero possíveis), numa histérica e interminável discussão acerca da idade do consentimento com direito a situações surreais. Por outro lado é palco de diversas violências, muitas delas sexuais (implícitas ou explicitas) que vitimam as crianças que só vem a ser conhecidas pelo público (quando o são) já na fase adulta. Vale observar que a violência não-sexual dentro de casa, levando muitas vezes a seu abandono definitivo ou intermitente para as ruas, também é outro fator de risco para expor futuramente a criança aos aliciadores.

E este caminho dos aliciadores de menores acaba por mostrar um aspecto nada agradável de nosso país: o turismo sexual. Tão marginal quanto evidente na imagem de sensualidade vendida aos estrangeiros, o mercado sexual para estrangeiros encontra na exploração de menores uma fonte fácil e barata de recursos lucrativos. Há muitos vilões nas engrenagens da exploração infantil que a figura do pervertido oferecendo doces as crianças na frente da escola. Entendo como legítima a preocupação de proteger as crianças dos perigos da internet e a necessidade de avaliar bem os professores e cuidadores que entram em contato com as crianças (não apenas por motivações sexuais) mas estes são as casos mais raros, para combater este problema é preciso compreender as relações e dinâmicas que as envolve e onde pesam o dinheiro, o poder e aspectos culturais.

Útil:
Perguntas Freqüentes do CEDECA
Brasil contra a pedofilia
Como tornar a Internet segura
Como denunciar sites:

Acesse a página da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos ( www.denunciar.org.br ) e preencha um formulário anônimo. Após o envio, o internauta recebe um número para acompanhar, por meio do site, o andamento da denúncia.

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Entre diversos acertos e considerações lúcidas, as opiniões gerais continuam ruidosas e pouco mais que superficiais sobre o tema. Não é surpresa, no que toca ao sexo, parece que as informações nunca são suficientes para iluminar séculos de obscurantismo. Em primeiro lugar deve se lembrar que pedofilia não é crime, é doença, uma parafilia. O perfil de um pedófilo não é muito distinto de um sociopata, ou serial killer. No entanto existem crimes, que envolvem crianças e sexo, entre eles estão a sedução, a pornografia infantil e a violência sexual em diversos níveis. Pode haver um pedófilo que não tenha cometido nenhum destes crimes, bem como estes crimes podem ser, e muitas vezes infelizmente o são, cometidos por pessoas que não se encaixam no perfil de uma parafilia.

Pedófilos, tais como assassinos seriais, não são figuras que atraiam a simpatia geral mesmo que aceite-se que suas compulsões são patológicas (e atualmente quase sempre incuráveis). É fácil então não apenas odiá-los como responsabilizá-los por mais males que são capazes de cometer. Os crimes de violência e exploração sexual de crianças e pré-adolescentes ultrapassa os domínios desse pequeno número de pessoas: uma perigosa ameaça mantém-se protegida na própria familia. É lá que a violência muitas vezes acontece, repete-se e é silenciada.

A relação da instituição familiar com a sexualidade sempre parece complicada, já que esta funda-se em sexo, vetos e tabus. Por um lado vemos perseguições à professores e professoras que mantiveram romances com alunos e alunos adolescentes quase adultos (nas quatro combinações de gênero possíveis), numa histérica e interminável discussão acerca da idade do consentimento com direito a situações surreais. Por outro lado é palco de diversas violências, muitas delas sexuais (implícitas ou explicitas) que vitimam as crianças que só vem a ser conhecidas pelo público (quando o são) já na fase adulta. Vale observar que a violência não-sexual dentro de casa, levando muitas vezes a seu abandono definitivo ou intermitente para as ruas, também é outro fator de risco para expor futuramente a criança aos aliciadores.

E este caminho dos aliciadores de menores acaba por mostrar um aspecto nada agradável de nosso país: o turismo sexual. Tão marginal quanto evidente na imagem de sensualidade vendida aos estrangeiros, o mercado sexual para estrangeiros encontra na exploração de menores uma fonte fácil e barata de recursos lucrativos. Há muitos vilões nas engrenagens da exploração infantil que a figura do pervertido oferecendo doces as crianças na frente da escola. Entendo como legítima a preocupação de proteger as crianças dos perigos da internet e a necessidade de avaliar bem os professores e cuidadores que entram em contato com as crianças (não apenas por motivações sexuais) mas estes são as casos mais raros, para combater este problema é preciso compreender as relações e dinâmicas que as envolve e onde pesam o dinheiro, o poder e aspectos culturais.

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Pedófilos, tais como assassinos seriais, não são figuras que atraiam a simpatia geral mesmo que aceite-se que suas compulsões são patológicas (e atualmente quase sempre incuráveis). É fácil então não apenas odiá-los como responsabilizá-los por mais males que são capazes de cometer. Os crimes de violência e exploração sexual de crianças e pré-adolescentes ultrapassa os domínios desse pequeno número de pessoas: uma perigosa ameaça mantém-se protegida na própria familia. É lá que a violência muitas vezes acontece, repete-se e é silenciada.

A relação da instituição familiar com a sexualidade sempre parece complicada, já que esta funda-se em sexo, vetos e tabus. Por um lado vemos perseguições à professores e professoras que mantiveram romances com alunos e alunos adolescentes quase adultos (nas quatro combinações de gênero possíveis), numa histérica e interminável discussão acerca da idade do consentimento com direito a situações surreais. Por outro lado é palco de diversas violências, muitas delas sexuais (implícitas ou explicitas) que vitimam as crianças que só vem a ser conhecidas pelo público (quando o são) já na fase adulta. Vale observar que a violência não-sexual dentro de casa, levando muitas vezes a seu abandono definitivo ou intermitente para as ruas, também é outro fator de risco para expor futuramente a criança aos aliciadores.

E este caminho dos aliciadores de menores acaba por mostrar um aspecto nada agradável de nosso país: o turismo sexual. Tão marginal quanto evidente na imagem de sensualidade vendida aos estrangeiros, o mercado sexual para estrangeiros encontra na exploração de menores uma fonte fácil e barata de recursos lucrativos. Há muitos vilões nas engrenagens da exploração infantil que a figura do pervertido oferecendo doces as crianças na frente da escola. Entendo como legítima a preocupação de proteger as crianças dos perigos da internet e a necessidade de avaliar bem os professores e cuidadores que entram em contato com as crianças (não apenas por motivações sexuais) mas estes são as casos mais raros, para combater este problema é preciso compreender as relações e dinâmicas que as envolve e onde pesam o dinheiro, o poder e aspectos culturais.

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Entre diversos acertos e considerações lúcidas, as opiniões gerais continuam ruidosas e pouco mais que superficiais sobre o tema. Não é surpresa, no que toca ao sexo, parece que as informações nunca são suficientes para iluminar séculos de obscurantismo. Em primeiro lugar deve se lembrar que pedofilia não é crime, é doença, uma parafilia. O perfil de um pedófilo não é muito distinto de um sociopata, ou serial killer. No entanto existem crimes, que envolvem crianças e sexo, entre eles estão a sedução, a pornografia infantil e a violência sexual em diversos níveis. Pode haver um pedófilo que não tenha cometido nenhum destes crimes, bem como estes crimes podem ser, e muitas vezes infelizmente o são, cometidos por pessoas que não se encaixam no perfil de uma parafilia.

Pedófilos, tais como assassinos seriais, não são figuras que atraiam a simpatia geral mesmo que aceite-se que suas compulsões são patológicas (e atualmente quase sempre incuráveis). É fácil então não apenas odiá-los como responsabilizá-los por mais males que são capazes de cometer. Os crimes de violência e exploração sexual de crianças e pré-adolescentes ultrapassa os domínios desse pequeno número de pessoas: uma perigosa ameaça mantém-se protegida na própria familia. É lá que a violência muitas vezes acontece, repete-se e é silenciada.

A relação da instituição familiar com a sexualidade sempre parece complicada, já que esta funda-se em sexo, vetos e tabus. Por um lado vemos perseguições à professores e professoras que mantiveram romances com alunos e alunos adolescentes quase adultos (nas quatro combinações de gênero possíveis), numa histérica e interminável discussão acerca da idade do consentimento com direito a situações surreais. Por outro lado é palco de diversas violências, muitas delas sexuais (implícitas ou explicitas) que vitimam as crianças que só vem a ser conhecidas pelo público (quando o são) já na fase adulta. Vale observar que a violência não-sexual dentro de casa, levando muitas vezes a seu abandono definitivo ou intermitente para as ruas, também é outro fator de risco para expor futuramente a criança aos aliciadores.

E este caminho dos aliciadores de menores acaba por mostrar um aspecto nada agradável de nosso país: o turismo sexual. Tão marginal quanto evidente na imagem de sensualidade vendida aos estrangeiros, o mercado sexual para estrangeiros encontra na exploração de menores uma fonte fácil e barata de recursos lucrativos. Há muitos vilões nas engrenagens da exploração infantil que a figura do pervertido oferecendo doces as crianças na frente da escola. Entendo como legítima a preocupação de proteger as crianças dos perigos da internet e a necessidade de avaliar bem os professores e cuidadores que entram em contato com as crianças (não apenas por motivações sexuais) mas estes são as casos mais raros, para combater este problema é preciso compreender as relações e dinâmicas que as envolve e onde pesam o dinheiro, o poder e aspectos culturais.

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8 Responses to “Blogueiros contra a Pedofilia”

  1. 1
    Fábio Max:

    Lutar contra a pedofilia é garantir o desenvolvimento sadio de nossas crianças e muito mais que isso, é garantir um futuro sadio para o mundo.

    Uma criança cuja infância é roubada não será um adulto normal, não viverá bem, será violento e provavelmente menos produtivo e menos sociável que os demais.

    Garantir uma infância saudável é dar força a um mundo melhor no futuro.

  2. 2
    Paulo Duarte:

    Concordo contigo Fábio, a luta contra o abuso e violência sexual infantil é fundamental. Para combatê-la é preciso compreender os mecanismos em que ela acontece.
    No entanto prefiro não acreditar que estes futuros adultos hoje crianças violentadas tenham que ser eternamente marcados por isso, como você afirma, o ser humano tem uma incrível capacidade de recuperar-se e reinventar-se. E os que já atualmente são adultos e as ainda crianças abusados não podem ser esquecidos quando se pensa em uma política ampla: precisam do auxilio e apoio que se fizer necessário para recuperarem suas vidas.

  3. 3
    Carlos Fran:

    É muito importante observar as nossas crianças, estarmos atentos e mantermos bastante diálogo.
    Obrigado pela sua colaboração!

    Carlos Fran
    AmigosDaBlogosfera.org

  4. 4
    Amigos da Blogosfera » Blog Archive » Mais de 240 blogs Contra a pedofilia!:

    [...] 152. Adriana e Romero, 153. Espírita na Net, 154. Paula Barros, 155. Renata Christina, 156. Paulo Duarte, 157. Francy’s Oliva, 158. Ana Paula, 159. Lord Phoenix, 160. Rafael Rap, 161. Grasiani [...]

  5. 5
    Paulo Duarte:

    Sem dúvida Carlos, uma excelente iniciativa!

  6. 6
    Entrevista com Luma Rosa « A vida como a vida quer:

    [...] 152. Adriana e Romero, 153. Espírita na Net, 154. Paula Barros, 155. Renata Christina, 156. Paulo Duarte, 157. Francy’s Oliva, 158. Ana Paula, 159. Lord Phoenix, 160. Rafael Rap, 161. Grasiani Tomelin [...]

  7. 7
    Luma:

    Só é considerado crime o resultante de atos de pessoas pedófilas. Muitos pedófilos não procuram controle através de terapias e alguns, poucos, são voluntários em pesquisa. Mas infelizmente o tipo de gente que não se pode confiar. :) Obrigada por sua participação. Lúcida e pertinente!

  8. 8
    Paulo Duarte:

    Luma,

    Parabéns pela iniciativa da campanha.

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